Capítulo 3 (2.2) - Um Segundo...

Peguei a chave e fui destrancando a fechadura, ia contra minha personalidade aceitar um estranho no grupo, mas tudo bem, não podia exigir muito naquela hora.

-Minhas regras, ok? –Apesar do coração mole, eu ainda tinha que manter uma postura superior... Eu tinha livrado TODOS, então iam ser as MINHAS regras.

O homem confirmou com a cabeça e então eu destravei a cela para ele prosseguir.

-Você... Elfo! Quer que eu a carregue? –O homem falou com cautela se dirigindo a Heric.

-NÃO! –Heric repuxou a elfa em seus braços contra seu peito.

-Heric. –Restava eu para apartar a situação. Mediador de conflitos, claro! – Deixe-o levá-la! Ele está sem arma, é mais forte que você e quero suas mãos livres para combate!

Sempre elogie uma pessoa para fazer o que você quer.

Heric hesitou mas, entregou a elfa com todo cuidado nas mãos do humano.

-Qual sua graça humano? –Heric perguntou, assim como eu, com tom superior.

-Kadimuss, Willian!

-Certo Kadimuss! –Eu me pus na frente de Heric antes que ele revelasse seu ciúme possessivo pela elfa. –Meu nome é Thief Ogaiht, e esse aqui é Heric... E somente Heric... Porque é tudo que precisamos saber! –É divertido debochar de coisas ridículas vindas de outra pessoa, e é melhor ainda quando só essa pessoa entende o deboche e fica te olhando com o olhar mais cínico do mundo – E agora, nós três... Quatro! Precisamos sair daqui!

Fui me dirigindo para a porta de saída das masmorras e os dois foram me seguindo. Logo que relei na maçaneta da grande porta de madeira, um som altíssimo de sirene ecoou pelo castelo inteiro.

-O que é isso? –Disse à Kadimuss enquanto girava a maçaneta.

A porta estava alguns centímetros aberta quando outro barulho a fez abrir de vez. Era um barulho de destruição e demolição. O Impacto me jogou para trás junto com Kadimuss, a elfa e Heric.

No segundo seguinte um projétil em chamas, do tamanho de uma casa de dois andares, atravessou o grande salão do castelo bem na minha frente e destruiu tudo pela frente. Por alguns metros não nos pegou.

-AH MEU DEUS!!! COMEÇOU! – Kadimuss disse se encolhendo na parede e Pegado a elfa de volta em seus braços.

-Começou o quê? – Eu disse aquilo sem saber se continuava caído, se tapava os olhos, se tapava o ouvido, se saía correndo, se pegava um refém ou se me matava.

-Essa guerra está para estourar faz tempo! E estourou agora... Isso com certeza foi uma catapulta! E para tocarem a sirene... Foram várias! Sorte que não nos pegou nenhuma ainda.

-Como assim AINDA? –Heric entrou em desespero.

“Desventuras”... Apenas desventuras! Em menos de um dia eu consegui ser preso, fazer um povoado adormecer, eu menti e criei um guia de mentiras, lutei contra Orcs, salvei, fui salvo e bem na frente do meu nariz estourava uma guerra... E nada dos extraterrestres.

Se eu tivesse saído dois segundos mais tarde daquela prisão, provavelmente, jazeria junto ao projétil em chamas, queimando e sofrendo. Se eu não tivesse parado para salvar Kadimuss. Eu, Heric e a elfa teríamos morrido naquela primeira pedra pegando fogo.

Eu sentia o gosto da morte e via a liberdade... Mistura louca e cômica se não fosse eu que estivesse ali!

Mas não tinha volta... E disso eu estava convicto!

E onde estava Kirk?

Sim... Havia me esquecido dele.

Ainda não tinha conhecido ele... Ainda...

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